domingo, 26 de setembro de 2010

Mapa conceitual do trabalho em equipe

 TROCA DE CONHECIMENTO
                                                       
 APRENDIZAGEM INTERATIVA
                                
          TRABALHO COLETIVO                          APRENDER A VIVER JUNTO
                                                                                                                    
                EQUIPE                                                        TROCA  E DISCUSSÃO DE IDÉIAS E DE PRÁTICAS INDIVIDUAIS
                                        
       PROJETO COMUM
                     
                             DIVERSAS FORMAS DE ACORDO
E  COOPERAÇÃO
 Mapa conceitual dos textos Caminhos da profissionalização e Trabalho de Equipe  - textos estudados no curso:
 Profissionais de educação: identidade e trabalho

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

E afinal o que é educar?


"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."
Paulo Freire

Para refletir (children see children do)


http://www.youtube.com/watch?v=7d4gmdl3zNQ


E nós professores estamos preparados para trabalhar com tanta violência ?

Eu não estou!
Na minha formação, no curso de Pedagogia, não fui preparada para lidar com a violência na sala de aula. A realidade "bateu na minha porta" após minha atuação como professora na Secretaria de Educação.
Os alunos estão cada vez mais violentos e retratam ou "descontam" a realidade que vivem nos seus lares na escola. Acho que isso é uma "carga" muito grande para um professor encarar na sala de aula. Afinal não recebemos gratificação para lidarmos com a "periculosidade",  pois trata-se de um perigo constante. O professor deve continuar sendo o saco de pancadas dos problemas familiares dos alunos? É essa nossa missão?
Na minha opinião não! E se essa for minha responsabilidade acho que prefiro mudar de profissão.
Os papéis estão se invertendo e nós professores não somos os pais das crianças que são praticamente empurradas para a escola e em casa não recebem nenhum apóio ou reforço escolar.
Acho que nunca vamos encontrar o caminho certo tentando resolver  e até mesmo entender os problemas familiares de todos os alunos. Nossa função não é essa.
Desculpem mas estou desabafando!

Resenha do filme “Precious” - PRECIOSA

O filme “Precious” retrata a história de uma garota chamada Clarisse P. Jones (Preciosa), de 16 anos, que está grávida pela 2ª vez do seu pai biológico. Em casa passa a maior parte do tempo na cozinha e sofre agressões físicas e verbais da sua mãe.
Clarisse é uma garota que sofre muito,  pois a sua mãe usa sua filha (com síndrome de Down)  para receber benefício do serviço social, mesmo sem criar a menina, pois é a avó de Clarisse que cuida da menina.
            Clarisse teve que abandonar o colégio que estudava e foi encaminhada para uma “Escola Alternativa”. Apesar de toda a dificuldade em casa, Clarisse continuava indo ao colégio e nesta nova escola teve muito apoio da sua professora e também das companheiras de classe.
            Depois de ter o 2º filho Clarisse brigou com sua mãe e a professora a levou para sua casa. É a primeira vez que Clarisse sente o amor e o carinho de uma pessoa. Com o apoio da professora Clarisse continua os estudos  e tem o estímulo para criar seus filhos.
            O filme mostra também o preconceito que nossa sociedade tem em relação aos diversos segmentos da nossa sociedade. São eles:  os homossexuais  (quando a atriz principal Clarisse vai morar com a professora e sua companheira), aos negros (bairro e realidade da atriz principal), mulheres negras e aidéticos (realidade da atriz principal).
            O filme   retrata a realidade e os problemas dos alunos que recebemos todos os dias nas nossas escolas e como algumas professoras, como a do filme, se sensibilizam e tentam ajudar, extrapolando os seus limites de atuação.  Tentar ultrapassar esses limites é muito difícil, mas não é impossível. Isso nos mostra a necessidade de atuação de outros profissionais dentro da escola, como os profissionais formados na área do serviço social, por exemplo. Uma Educação de qualidade é possível mas precisamos romper muitas barreiras.
           

Profissionalização e proletarização do trabalho do Professor

Análise do texto : "Caminhos da Profissão e da Profissionalidade Docentes" Autores: Menga LudKe e Luiz Alberto Boing

O texto encontra-se no site:

http://www.scielo.br/pdf/es/v25n89/22616.pdf

Questões analisadas:

Que aspectos da profissionalização e da proletarização estão presentes no trabalho que você executa?
Quais são as evidências de requalificação do seu trabalho?
Quais as consequências da profissionalização e da proletarização sobre o trabalho pedagógico de que você participa?
O texto fala em missão profissional dos professores e em "um mandato específico". Como você se vê nessas proposições?

 

 Vários aspectos da profissionalização e da proletarização estão presentes no trabalho do professor, um aspecto da proletarização é a terceirização de serviços educacionais que é freqüentemente adotada como medida administrativa que visa à redução da folha de pagamento ou ao incremento de receitas.
Outro aspecto da profissionalização do professor é a estatização porque significou um rompimento do trabalho do professor relacionado à religião. Antes, o modelo de professor era o religioso, envolvendo a docência numa aura de vocação e sacerdócio. No entanto, a estatização não foi capaz de construir a verdadeira autonomia do trabalho do professor, que é controlado por inspetorias de ensino.

Outro aspecto também considerável na profissionalização do professor é que a escola é o único local onde o professor é considerado profissional, pois fora dela qualquer outro profissional pode exercer a docência.

No entanto, na dimensão pedagógica, encontramos múltiplas repercussões das novas tecnologias de informação na Educação. A informática educativa vem se estruturando como mais um setor na organização escolar requalificando o trabalho do professor e aumentando os postos de trabalho, porém competências que seriam desejáveis que todo professor dominasse, ficam restritas a um grupo especializado em Educação a Distância.

O professor tem um mandato específico, seja no estabelecimento de ensino, seja em outros ambientes educativos, reais ou virtuais.
Segundo Gauthier e Mellouki (2004) ao entenderem o professor como um intelectual, afirmam que este é o mandatário de quatro dimensões que o diferenciam de outros intelectuais: é mediador, herdeiro, crítico e intérprete da cultura.
A verdadeira função do professor é levar os alunos a observarem o panorama cultural sem lhes impor a sua própria interpretação, mas incentivando e instrumentalizando os estudantes a percorrerem os seus próprios itinerários, numa busca de construção dos seus conhecimentos.
A discussão sobre os mandatos apresenta uma perspectiva promissora para a valorização do magistério, buscando alternativas para a precarização do trabalho docente.
As conseqüências da profissionalização e da proletarização sobre o meu trabalho como professora é a remuneração inadequada ao nível de escolarização e a não valorização do meu trabalho pela sociedade.
Outra conseqüência é a desmotivação do grupo de professores em relação ao trabalho docente, pois o que pode ser observado no sistema educacional público é a falta de condições necessárias para o desenvolvimento do trabalho do professor.